JORGE AMADO
DIREÇÃO: JEFFERSON GOMES

A dominação emocional e a perseguição mental
são razões plausíveis que impele,
em mim,
toda vontade de cobiça.
Não consigo mais olhar ninguém.
Porque mesmo olhando, só vejo você.
Tua figura reflete na íris dos meus olhos
toda a vontade de contemplação e desejo.
O anseio de estar ao seu lado,
mesmo sem fazer nada...
É serio.
Poderia ficar...
sem abraços, sem beijos, sem toques...
Até sem sexo.
Mas não resistiria se me tirassem
a chance de observar cada gesto seu,
cada colocação argumentada com base fundamentada.
Engraçado...
Sempre é fundamentada.
Delinear,
perceptivamente,
as expressões findadas
em teu belo esplendor facial
que o tempo deixou.
Ouvir as mais belas composições de criações próprias,
cujo cunho literário inato surge naturalmente.
É apenas... fitá-lo.
E saber que mesmo distante também me olhas.
O que eu sinto não é em vão.
Possa ser algo passageiro,
momentâneo,
ou duradouro,
profundo...
Pare!
Pare de pensar nisso.
Vou me dedicar ao presente.
É o que eu tenho agora.
A reciprocidade que me transmite,
a cumplicidade compartilhada
e a simbiose adquirida.
É material concreto.
Juntos, transformamos o amor,
objeto subjetivo intrínseco surreal,
em instrumento palpável natural real.
É uma explosão de sentimentos que vai além da paixão,
e que chuta para escanteio a ilusão.
É novo o soletrar poético da vida,
narrando o nascimento viril de uma nova historia,
já traçada pelo destino
e moldadas por humildes meninos.
A certeza que esta dando certo é experimentada...
segundo a segundo...
embasada no amadurecimento individual pessoal.