quarta-feira, 11 de maio de 2011

SONHO CONTIGO, EMBU- GUAÇU

Tu és grande

Tu és bela

Abundante diversidade

De opiniões, estilos.

Da fauna e da flora

A esperança estampada no rosto

Das crianças, das moçoilas.

Dos homens...

De hoje! E de ontem...

Do primeiro casal de sertanistas

Que em seu primórdio habitou,

Mas seus interesses não perderam de vistas

E essa cidade conquistou.

Um valioso território

De riquezas invejáveis

Beleza incontestável

Exuberância natural

Essa cobra queria mostrar o seu tamanho real.

Desde pequena já vaidosa

No caminho do ouro

Muito formosa

Com muitos metais preciosos em sua volta,

Já estava na rota de diversos desbravadores

Que aqui adentraram

E o nosso pouquíssimo ouro levaram

Seguindo assim, o seu percurso.

Rumo ao interior do Brasil

Buscando os brilhantes nacionais.

A esperança estampada no rosto

Das crianças, das moçoilas.

Dos homens...

De hoje! E de ontem...

Do primeiro casal de sertanistas

Que em seu primórdio habitou,

Mas seus interesses não perderam de vistas

E essa cidade conquistou.

Mal nascestes e vários nomes te deram

Ilha de Itararé, foi o primeiro.

Seguido por M’Boi Guaçu

E finalmente, Embu Guaçu.

A cobra grande.

Uma cidade dormitória, pacata.

Calma por natureza.

Assim foi construída

Entre os verdes das arvores

E os vermelhos telhados de casas.

Com crescimento gradual tímido

É , poucas industrias,

Poucas pessoas... alguns imigrantes ( a idéia é como se tivesse pensando)

Pouco desenvolvimento

Um agravado de crises políticas

Mandatos infiéis com seu povo

Um caos, caos dos três poderes.

Inversão de sonhos

Ideais esquecidos

A esperança estampada no rosto

Das crianças, das moçoilas.

Dos homens...

De hoje! E de ontem...

Do primeiro casal de sertanistas

Que em seu primórdio habitou,

Mas seus interesses não perderam de vistas

E essa cidade conquistou.

Quando emancipada, em 1965.

Essa menina que acabara de nascer

Desejava estar no rol das grandes cidades

Do mundo, do Brasil e de São Paulo.

E chegou!

Não da forma com que queria

Mostraram-na como um covil, de ordinários.

Macularam sua imagem

E a visão pessimista

Nos olhos do mundo chegou!

Quanto crime...

Mortes, roubos, drogas.

E a sua juventude foi chagada.

A esperança estampada no rosto

Das crianças, das moçoilas.

Dos homens...

De hoje! E de ontem...

Do primeiro casal de sertanistas

Que em seu primórdio habitou,

Mas seus interesses não perderam de vistas

E essa cidade conquistou.

- Oh, onde você mora?

- Na Terra do Nunca.

-Na Terra do Nunca?

-É, nunca tem ônibus, nunca tem medico, nunca tem escolas de qualidades ( ou capacitadas, caso prefira), nunca tem luzes nas ruas, nunca tem trabalho, nunca tem segurança... Nunca tem nada.

-E é perto daqui?

- Ih, longe de tudo... Moro um pouco depois de “onde Judas perdeu as botas”...

Taxaram-na como Terra do Nunca

Lugar onde nada floresce

Mas, um paralelo deve ser feito

Para Peter Pan

A Terra do Nunca

Simplesmente, era a Terra dos sonhos

Sonho... Do artista que compõe uma poesia

Sonho... Do professor que alfabetiza

Sonho... Da igreja que evangeliza

Sonho... Do pai em ver o seu filho crescer

Sonho... Da mãe que exemplo se faz ser

Sonho... Dos que acordam cedo e pagam ônibus lotado, apertado

Só pensando num futuro melhor

Sonho... Que rege um município

Sonho... De um governante de fazer uma gestão límpida

Sonhos... Das crianças, dos adolescentes,

Das mulheres e dos homens

Sonhos...

“Tudo que existe ou existiu

Precisou um dia ser sonhado”.

E você Embu Guaçu

Sonho contigo no rol

Das grandes cidades.

Welington Mariano

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